segunda-feira, julho 13, 2009

RODA DO ARCO-ÍRIS - UNIDADE/CONSCIÊNCIA DA TOTALIDADE
Roda do Arco-Íris, doadora de Vida com suas Chuvas purificadoras.Unindo todas as cores, os Filhos da Terra voltarão a andar em Paz. Roda do Arco-Íris, anuncias Que teus Guerreiros já estão me pé, as irmãs e irmãos em Harmonia, a tua Luz em seus olhos. Roda do Arco-Íris toca os nossos corações, e nós por certo voaremos. não sós ou separados, nossas cores rodopiando no Céu.
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Entre os Navajos e os Hopis a Deusa da Roda do Arco-Íris, ou o Círculo do Arco-Íris, é a portadora das chuvas amigas que alimentam as Três Irmãs - Milho, Abóbora e Feijão - durante o verão, para que o Povo também possa ser alimentado. Vemos muitas vezes uma imagem da Roda do Arco-Íris servir como tema para pintura na areia, uma antiga Arte de Cura Sagrada empregada pelos Clãs de Cura destas Nações. A Deusa da Roda do Arco-Íris chega de todas as Quatro Direções e gira como uma suástica, de modo a cobrir todas as direções. O lado de fora do Círculo Sagrado é protegido por outra Deusa da Roda do Arco-Íris, que se inclina no Espaço, criando com seu próprio corpo um cálice que recolhe a chuva e protege todo círculo. Sem as bênçãos da Chuva, as Três Irmãs morreriam e o Povo não poderia mas continuar a ser alimentado.
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A Roda do Arco-Íris representa a promessa de Paz entre todas as Nações e entre todo o Povo. A Raça do Arco-Íris vem reforçar a igualdade entre as nações e se opõe a idéia de uma raça superior que controlaria ou conquistaria outras raças. A Raça do Arco-Íris vem para trazer a Paz, através da consciência de que todas as raças constituem na verdade uma raça só.
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O Arco-Íris encarna a idéia da Unidade de todas as cores e a idéia de que todos os credos devem trabalhar juntos, visando o bem comum. Quando todos os Caminhos que conduzem a Totalidade forem respeitados por todos os povos, a profecia do Arco-Íris estará sendo cumprida. Na época em que vivi no México e trabalhei com as Avós, junto a sociedade do Búfalo da Dimensão dos Sonhos, ou com a Fraternidade Feminina, descobri que muitas profecias derivadas de Videntes e Sonhadores haviam se conservado através dos Tempos. A profecia da A Roda do Arco-Íris, por exemplo, era bastante clara. Quando o Tempo do Búfalo estiver para chegar, a terceira geração de crianças de olhos brancos deixará crescer os cabelos, e começará a falar do Amor que trará a cura para todos os filhos da Terra. Estas crianças buscarão novas maneiras de compreender a si próprias e aos outros. Usarão penas, colares de contas, e pintarão os rostos. Buscarão os Anciões da nossa Raça vermelha para beber da fonte de sua Sabedoria. Estas crianças de olhos brancos servirão como sinal de que os nossos Ancestrais estão retornado em corpos brancos por fora, mas vermelhos por dentro. Elas aprenderão a caminhar em equilíbrio na superfície da mãe terra, e saberão levar novas idéias aos chefes brancos. Estas crianças também terão de passar por provas, como acontecia quando eram Ancestrais vermelhos. Serão usadas substâncias pouco comuns, como Água de Fogo por exemplo, para observar se ela continuarão a caminhar firmemente dentro do Caminho Sagrado. A geração dos filhos da flor atravessou essa parte da profecia e alguns deles conseguiram permanecer dentro do Caminho Sagrado. Outros se perderam por algum tempo e agora estão retornado a caminho de forma mais harmoniosa. Alguns se desiludiram e esqueceram os altos ideais que os alimentaram quando seus corações eram jovens, enquanto outros estão despertando, apressando-se para retornar ao Caminho da Sabedoria.
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Vovó Cisi olhava para mim com seus olhos espelhados, suas palavras me calavam a fundo; ela falava da Profecia do Arco-Íris e eu sentia meu coração às vezes apertado, as vezes enchendo-se de Amor e de Esperança. Ela me falava da volta do Búfalo à Ilha da Tartaruga (América), e de como os nossos rebanhos voltariam a ser numerosos. Após o retorno do Búfalo, a geração que se seguisse a dos Filhos da Flor viveria o Amanhecer do Quinto Mundo da Paz. Esse quinto mundo é chamado pelos Índios de "pônei vacilante" que logo ao nascer tentaria se firmar em suas patas. Ela declarou que esse movimento vacilante seria sentido pela Mãe Terra, e que ocorreriam mudanças no solo e nas águas. Este movimento provocaria um novo tipo de emoções e de sentimentos entre os filhos da Terra, o que apressaria as mudanças. Muitos sonhos coloridos seriam trazidos para o Tempo-de-Dormir e para o Tempo-de-Sonho destes novos Guerreiros do Arco-Íris e eles aprenderiam de novo a Caminhar em Equilíbrio. As mudanças ocorridas em nossa Mãe Terra trariam medo às suas crianças, porém mais tarde conduziriam a Consciência da Unidade, no seio de um-só-Mundo, um-só-Povo. Vovó Berta se divertia toda vez que chegávamos a essa parte da Profecia, porque os meus olhos se arregalavam como se fossem faróis, e eu não conseguia ficar parada um só instante. Então Vovó Berta pedia que Vovó Cisi parasse de contar a história por aquele dia e me deixava na maior expectativa até o dia seguinte. Ela fazia isso só pra mexer comigo
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Finalmente Vovó Cisi recomeçava a história, dando-me tapinhas no joelho, para fazer com que eu prestasse atenção ao ritmo da Profecia. Ela sentia que minha mente girava em torno de minhas próprias projeções. Eu queria mesmo era ficar fazendo um monte de perguntas sobre como, quando, onde e por que! Eu queria saber todos os detalhes. Tinha vinte e dois anos na época e era muito impaciente, mas consegui me controlar e ficar em silêncio para que ela pudesse continuar.
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A Roda do Arco-Íris surgirá sob a forma de um "Cachorro do Sol" para todos aqueles que estiverem prontos para vê-la. O Cachorro do Sol forma um Círculo de Arco Íris completo ao redor do Sol e possui brancas luzes brilhantes apontando para as Quatro Direções. O Cachorro do Sol é um fenômeno natural raro e foi batizado assim pelos Nativos Americanos. O nome agora é usado por cientistas do mundo inteiro. Muitos Cachorros do Sol serão vistos quando se aproximar o Tempo do Búfalo Branco. Esta será a Linguagem que o Céu usará para nos dizer que já chegou o momento de partilhar os Ensinamentos Secretos e Sagrados entre todas as raças. Muitos Filhos da Terra despertarão para assumir a responsabilidade dos ensinamentos e o processo de Cura Planetária começará a tomar novo impulso. Vovó Berta sorria com um olhar distante, sabendo que já estaria na Estrada Azul do Espirito quando chegasse o Tempo do Búfalo Branco. Vovó Cisi também já estaria no acampamento do Outro Lado, porém ambas me prometeram que, assim que soasse a hora certa para divulgar esses ensinamentos, estariam a meu lado, me ajudando. As Avós também me falaram das mudanças que os Filhos da Terra sofreriam durante este movimento vacilante - ou Processo de Cura - no momento em que as Rodas do Arco Íris girassem em seus sonhos. Elas declararam: "Muitos Filhos da Terra passarão a se recordar dos objetivos desta Caminhada pela Terra e aprenderão a desenvolver seus dons para poder auxiliar a toda a humanidade. A Verdade dissolverá os nós da separatividade e a Bondade prevalecerá. Alguns detalhes acerca das mudanças que ocorrerão na Terra virão em Sonhos. Algumas pessoas receberão sinais indicando que deverão se mudar para locais bem mais seguros. Outras serão informadas de que sua ajuda se fará necessária em determinados locais em que ocorrerão as mudanças. Todos deverão confiar em sua visão pessoal e deverão ser capazes de ouvir seus corações para poder auxiliar o Todo. As pessoas se tornarão capazes de utilizar seus dons alegremente, e saberão qual é o seu papel específico dentro deste grande Elo Universal. Os outros ensinamentos da profecia da Roda do Arco-Íris só serão transmitidos mais tarde, quando mais pessoas já estiverem despertado para seu potencial interno."
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Em nossa tradição Seneca foi a Vovó Twylah quem me ensinou os diversos usos do Círculo do Arco Íris da Paz. Quando estamos enfrentando alguma dificuldade, podemos lançar mão da Roda do Arco Íris da Paz, visualizando-o em torno daquela situação, das pessoas envolvidas e do motivo da desarmonia. Depois, piscamos os olhos alegremente, fazendo com que toda aquela imagem seja envolvida pela Paz interna. Podemos ainda usar esta técnica junto a outros rituais, colocando os nossos objetivos dentro da Roda do Arco Íris da Paz. Os nossos objetivos são inspirados na Tradição da Confederação da Paz Iroquesa, que utiliza os Doze Ciclos da Verdade para que a Paz se manifeste. Os Doze Ciclos da Verdade são os seguintes: Aprender a Verdade, Honrar a Verdade, Organizar a Verdade, Observar a Verdade, Apresentar a Verdade, Amar a Verdade, Servir a Verdade, Viver a Verdade, Trabalhar a Verdade, Caminhar com a Verdade, Ser Grato pela Verdade. Quando convidamos a Verdade total a penetrar em nosso Espaço Sagrado, estilhaçamos os grilhões da separatividade e da ilusão, que constituem a base da desarmonia. A Roda do Arco Íris da Paz destrói as mentiras que fizeram os Filhos da Terra desconfiarem uns dos outros e substitui a ilusão da separatividade pela afirmação da Totalidade.
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Quando a Deusa da Roda do Arco Íris dos Navajos e dos Hopi vier abençoar a Mãe Terra com as chuvas da purificação e da regeneração, seus filhos também serão curados e purificados. Assim que o Arco Íris da Paz dos Senecas conseguir envolver o Espaço sagrado de cada pessoa, todos passarão a Caminhar em Verdade, respeitando o Espaço Sagrado do outros indivíduos, e a Harmonia voltará a reinar em nosso Planeta. Esses Sistemas de Sabedoria são baseados nos ensinamentos dos Guerreiros do Arco Íris - as irmãs e irmãos que trabalham pela União do Quinto Mundo e lutam pela vitória da Paz no Planeta.
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Jamie Sans "As Cartas Do Caminho Sagrado" Ed. Rocco
Fonte: http://www.espacoitaoca.com.br/index2.html

sexta-feira, junho 05, 2009

OS QUATRO COMPROMISSOS TOLTECAS - O SONHO DO PLANETA
Antes de nascermos, os que existiam anteriormente a nós criaram um grande sonho externo que denominamos sonho da sociedade ou sonho do planeta. Este sonho é um sonho de bilhões de sonhos pessoais menores, que juntos formam o sonho da família, da comunidade e toda humanidade. O sonho inclui todas as regras da sociedade, suas crenças, suas leis, suas religiões, suas culturas e formas de ser.
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Quando somos crianças até os três anos, não vivemos esses sonhos. Somos livres deles, mas logo somos aprisionados por eles quando começam o processo de socialização e cobrança sobre nós. É aí que começa as regras que irão governar o nosso sonho, que é o sonho de todos. Quando crianças não temos a oportunidade de escolher nossas crenças, mas concordamos com a informação que nos foi passada sobre o sonho do planeta por intermédio de outros seres humanos. Assim, somos capturados pelos sonhos exteriores, concordamos, com tudo que dizem os adultos, e isso é chamado de fé. Ter fé é acreditar incondicionalmente. Era melhor esse processo ser chamado de domesticação do que socialização, pois é isso que ele é. E é através dessa domesticação que aprendemos como viver e sonhar. O sonho da sociedade passa então a gerar todas nossas ações, e passamos a viver por um processo de recompensa, pois quando fazemos algo que é certo para o sonho geralmente recebemos algum elogio ou presente como recompensa, se fazemos o contrário somos crucificados e chamados de rebeldes.
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Já quando estudamos o caminho Tolteca para a liberdade, descobrimos que eles possuem um verdadeiro mapa para libertar-se da domesticação. Eles comparam o Juiz, a Vítima e o Sistema de Crenças a um parasita que invade a nossa mente humana. Do ponto de vista Tolteca, todos os seres humanos domesticados são doentes. São doentes porque existe um parasita que controla a mente e o cérebro. A comida para os parasitas, são as emoções negativas produzidas pelo medo.
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Se repararmos na definição parasita, descobrimos que um parasita é um ser vivo que vive de outros seres vivos, sugando sua energia sem nenhuma contribuição útil em troca e machucando o hospedeiro pouco a pouco. O Juiz, a Vítima e o Sistema de Crenças se encaixam bem nessa descrição. Uma das funções do cérebro é transformar energia material em energia emocional. Nosso cérebro é uma fábrica de emoções. E temos dito que a função da mente é sonhar. Os Toltecas acreditam que os parasitas controlam nossa mente e nosso sonho pessoal. Os parasitas sonham pela nossa mente e vivem sua vida por intermédio de seu corpo. Sobrevivem nas emoções que vêm do medo, e se alegram com o drama e o sofrimento.
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A liberdade que procuramos é usar nossa própria mente e corpo para viver nossa vida, em vez da vida do Sistema de Crenças. Quando descobrimos que a mente é controlada pelo Juiz, a Vítima, e o "nós" verdadeiro fica num canto, temos duas escolhas. Uma escolha é continuar vivendo da forma que somos, e continuar vivendo o sonho do planeta. A segunda escolha é fazer como quando éramos crianças e os pais nos tentavam domesticar. Podemos nos rebelar e dizer "Não!". Podemos declarar uma guerra contra os parasitas, uma guerra pela nossa independência, uma guerra pelo direito de usar nossa própria mente e nosso cérebro.
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Por isso nas tradições xamânicas em todas as América, as pessoas chamam a si de Guerreiros, pois estão em guerra contra os parasitas em suas mentes. Esse é o real significado de um Guerreiro. O Guerreiro é o que se rebela contra a invasão dos parasitas. Mas sermos Guerreiros, não significa que sempre iremos ganhar a guerra; podemos ganhar ou perder, mas sempre damos o melhor de nós e temos uma chance de ser livres outra vez. Escolher esse caminho nos dá, no mínimo, a dignidade da rebelião e nos assegura que não seremos vítimas inocentes de nossas emoções frívolas ou do veneno emocional de outros.
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Na melhor das hipóteses, ser Guerreiros nos fornece uma oportunidade de transcender o sonho do planeta e alterar o sonho pessoal para um sonho que chamamos céu. Assim como o inferno, o céu é um local que só existe no interior de nossa mente. É um lugar de alegria, onde podemos ficar felizes, onde somos livres para amar e ser quem realmente somos. Podemos alcançar o céu enquanto somos vivos; não precisamos esperar até a morrer. O Criador esta presente e os reinos dos céus se encontra em toda parte, mas primeiro precisamos ter olhos e ouvidos para enxergar e escutar de verdade. Precisamos estar livres dos parasitas.
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O parasita pode ser encarado como um monstro de mil cabeças. Cada cabeça do parasita é um dos medos que temos. Se queremos ser livres, temos de destruir o parasita. Uma das soluções é atacar o parasita de frente, o que significa enfrentarmos cada um dos nossos medos um por um. Esse é um processo lento, mas funciona. Uma segunda abordagem é parar de alimentar o parasita. Senão dermos comida a ele, podemos mata-lo de fome. Para fazer isso temos que controlar nossas emoções, precisamos nos abster de alimentar as emoções que derivam do medo. Isso é muito fácil de falar, mas difícil de realizar. É difícil porque o Juiz e a Vítima controlam nossa mente.
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Uma terceira solução é chamada de Iniciação dos Mortos. Essa iniciação é encontrada em muitas escolas esotéricas e tradições xamânicas ao redor do mundo, como no Egito, Índia, na Grécia e nas Américas. Trata-se de uma morte simbólica, que mata o parasita sem magoar nosso corpo físico. Quando morremos simbolicamente, o parasita tem de morrer. É uma solução mais rápida do que as duas primeiras, porém muito mais difícil de executar. Precisamos de muita coragem para enfrentar a morte. Precisamos ser fortes. E sinceramente, espero que todos nós consigamos enfrentá-la de frente.

Dom Miguel Ruiz (encaminhado por Gilmar Carneiro à Lista Terra Mística em 02/06/09)

sexta-feira, maio 01, 2009

A ARTE DO ÊXTASE XAMÂNICO - UM MITO DE CRIAÇÃO:
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Conta uma lenda siberiana, que no princípio viviam dois povos celestiais na Terra. O povo que vivia no ocidente era bom e o povo que vivia no oriente era mau. Os Deuses criaram os homens e tudo vivia em paz e harmonia, mas o povo mau enviou aos homens doenças e morte. Para aliviar o sofrimento das pessoas, os Deuses enviaram uma Águia para transmitir poderes medicinais. A Águia foi até os homens, mas estes não entendiam a sua linguagem, e assim, ela não conseguiu transmitir-lhes a ciência e o dom da medicina. A Àguia, voando e com a firme decisão de cumprir a sua missão, viu das alturas uma bela mulher, dormindo nua, nas sombras de uma árvore. A Águia pousou, fez amor com a mulher e como fruto deste ato, nasceu o primeiro Xamã da Terra. Essa metáfora bem ilustra a ligação do Xamã com o reino animal e a natureza. Na Sibéria, entre os Buriatas, o animal ou ave que protege o Xamã é chamado de Khubilgan, palavra que significa metamorfose - assumir outra forma. A associação da viagem xamânica com o vôo de uma ave, bem como a associação a animais de poder é comum no Xamanismo. O êxtase xamânico A "arte do êxtase" é , provavelmente, na história da humanidade, a mais antiga forma de re-ligação com o Sagrado. Arqueólogos encontraram indícios da sua presença praticamente junto com o surgimento do homo sapiens, em todos os continentes da Terra. Utiliza-se de técnicas arcaicas de êxtase que independem do grau de evolução espiritual ou intelectual das civilizações, por estarem ancoradas na própria estrutura dos inconscientes individual e coletivo, em suas relações com o Infinito.

A obra de Carlos Castañeda contribuiu para a popularização do Xamanismo que, juntamente com muitas outras linhas e técnicas, hoje constitui mais uma opção dentro desta rica e eclética Era de Áquário, que ora se inicia. Sua prática milenar estabelece contato com outros planos de consciência e outras dimensões do Universo, constituindo a primeira forma sistematizada deste tipo de acesso. À exemplo do Yoga e das técnicas de Meditação, o Xamanismo visa alcançar estados alterados e expansão da consciência para além dos limites comuns. Dispensando longas e exaustivas práticas - incompatíveis com a rotina profissional de pessoas comprometidas com a sociedade - os rituais xamânicos atingem esses estados, através do ritmo de tambores, danças, exercícios e principalmente, plantas de poder, chamados elementos enteógenos. Para o xamã, cada reino da natureza é habitado por um princípio inteligente. A intensidade e diversidade das vivências que esses enteógenos propiciam vem sendo estudada sob vários enfoques científicos ( vide link " artigos").Toda planta de poder é sagrada e só é consumida ritualmente, sendo a chave que abre as portas do Divino. Dentre as várias etnias americanas, do Canadá a Terra do Fogo, podemos destacar o uso dos seguintes enteógenos:

Peyotl - o cacto das visões luminosas
Ololiuhqui - a erva da serpente
Tlitliltzen - as sementes da virgem
Mescal beans - as sementes das danças visionárias
Teonanácatl (cogumelo) - a carne de Deus
Pipiltzintzintli - a sálvia dos adivinhos
Datura - a aliada dos pajés
Tabaco - a erva exorcista
San Pedro - a Watchuma ou Don Pedrito, cacto que "abre as portas do céu"
Virola, Yopo e Paricá - o pó da inspiração Rapé - o pó sagrado dos feiticeiros
Coca - a folha do jejum e da vigília
Ayahuasca - a bebida das viagens prodigiosas
Jurema - a bebida sagrada da caatinga ou Anahuasca

Todas as plantas de poder-professoras podem acabar tornando-se substâncias prejudiciais, se usadas de maneira imprópria. Sua utilização deve ser rigorosamente restrita ao uso sacramental, dentro da ritualística estabelecida por quem conhece e domina a sua essência. A atividade xamânica é essencialmente ligada a processos de cura física, mental, emocional e espiritual. O Xamanismo, venerando a Vida que permeia a rede universal, desde as células até os astros, atua através de forte consciência ecológica, procurando preservar as condições ambientais do planeta Terra.
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Obs: "estas e outras informações são para efeito de estudos e pesquisas, não fazemos apologia nem tampouco recomendamos o uso de substâncias tratadas ou entendidas como substâncias entorpecentes ("drogas") e proibidas em nossa Legislação vigente. As plantas atualmente compreendidas como enteógenas (Deus-dentro) e liberadas legalmente, como a Ayahuasca, por exemplo, é herança de nossas culturas ancestrais nativas, 'instrumentos' de seres 'credenciados' (Pajés, Xamãs e Líderes de Cerimônia) em sua ciência-natural e Divina, para que delas façam uso com 'rigorosos' critérios, em momentos adequados e situações específicas." (comentário feito por Hugo Acauã)

fonte:
http://www.aguiadourada.com/xamanismo.php
TABACO E RAPÉ
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Por Antoine Yan Monory, publicado na revista "Flor das Águas":

O Tabaco é uma planta forte, considerada como uma "planta de poder" (ou relacionada com o uso de outras destas), de caráter mágica, originária das Ameríndias justamente. No nosso mundo nativo americano, o Tabaco era e é usado de várias formas, seja fumado em cachimbo ou charuto, em forma de rapé, mastigado ou ingerido (seja para vomitórios de limpezxa ou para outros fins), e eaté em forma de enemas (uma forma de absorção que evita transtornos estomacais e digestivos, sendo que esta forma de uso já era praticada medicinalmente pelos próprios Astecas). O livro de Pierre Chaumeil nos diz : "Presente em toda cura, a fumaça do tabaco é a panacéia da medicina tradicional" (Yagua).

"O Espírito do Tabaco é um Grande Ancestral e muito respeitado por todas as pessoas que fazem uso dele no xamanismo". (Anand)

O rapé tem seu uso igualmente interessante. Dentro da tradição indígena, o seu uso enquanto psicoativo é feito em alguns casos, ingerindo quantidade relativamente importante graças a tubos de ossos e ou madeira, sendo que uma pessoa sopra nas narinas da outra, dando um efeito poderoso. É também misturado com outras plantas, e diferentes plantas psicoativas são usadas desta maneira nas culturas primitivas. Os caboclos usam rapés para entrar na mata para se harmonizarem com os seres da floresta. Seu uso mais comum atualmente é o rapé simples, e o associado a outras plantas. Assim a receita amazônica popular contém muitos outros ingredientes como a Buchinha do Norte (sinusite), cravo, canela, cumaru-de-cheiro, copaíba, noz moscada e muitas outras. Cada um na verdade faz sua própria receita. Os ingredientes são torrados e faz-se um pó mais fino possível. Como podemos perceber o Tabaco é e sempre será um valioso instrumento de Poder e Cura para os males que assombram os seres humanos.
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"O meu primeiro contato com o tabaco veio quando depois de ter feito um curso de Reiki Xamânico Ma´he´a adquiri um Cachimbo simples da Tribo dos Kariri-Xocó. Comecei a usá-lo e quando menos percebi estava tendo um contato e um chamado muito forte para trabalhar e conhecer mais a fundo os poderes do mestre Tabaco. Hoje faço uso dele somente em rituais xamânicos porque percebi que seu uso contínuo acaba afastando as nossas intenções e causando um afastamento dos espíritos aliados. Um amigo que é Xamã a anos, uma vez me disse que quando recebemos visitas em nossa casa devemos oferecer o cachimbo para fortificar e honrar a nossa relação, e assim eu faço as vezes, mais ainda insisto em afirmar que o uso Ritual do Cachimbo o torna um objeto mágico religioso que nos transfere poder e força quando necessitamos. Aprendi depois de muito contato e ensinamentos desse poderoso auxiliar que o seu uso deve ser com responsabilidade e dedicação constante." (Anand Milan)

Para ver matéria na íntegra, acesse o link abaixo:
http://xamanismonativo.blogspot.com/2008/04/tabaco-e-rap.html

quinta-feira, abril 30, 2009

ÍNDIOS TODOS OS DIAS
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Por Júlia Magalhães, especial para o Yahoo! Brasil
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Quem nunca ouviu falar no Curupira e no Saci? Nem conhece mandioca, guaraná, tapioca, ou nunca deitou numa rede? Esses são elementos da cultura indígena reconhecidos como parte da identidade nacional.
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Em 19 de abril comemora-se o Dia do Índio, mas há pouco o que festejar nos mais de 500 anos de contato. No Brasil, vivem mais de 500 mil índios em aldeias. São 220 etnias e 185 línguas diferentes. Mas a sociedade brasileira pouco compreende a realidade deles - por falta de informação ou preconceito. É o que afirma Betty Mindlin, antropóloga e autora de "Diários da Floresta" (Editora Terceiro Nome), lançado em 2006 e recentemente traduzido para o francês. Ela fala da complexidade da vida social, da organização econômica, da cultura e das relações de afeto dos índios e iniciou sua primeira grande pesquisa com o povo Suruí, de Rondônia, no fim da década de 1970.
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Assim como outras etnias brasileiras, os Suruí passaram por transformações intensas nos últimos 30 anos. "Não há nada que seja estático e não podemos querer que os índios não sofram influência de uma sociedade dominante. Eles estão sujeitos a isso, às religiões proselitistas", explica Betty. "Se por um lado observo coisas fantásticas, pois hoje eles falam por eles mesmos, estão organizados, por outro essa questão da religião me entristece. Os pajés estão calados por força de uma lavagem cerebral", conta.
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Mesmo com dificuldades, a população indígena brasileira cresce atualmente acima da média nacional, com índices de cinco e seis por cento ao ano. Mas a pressão pela integração à sociedade e a visão preconceituosa marcam o modo como a questão é tratada no País. "Muita gente tem dificuldade de nos entender porque ainda guarda a imagem antiga do índio nu, que não falava português. Hoje, temos contato com a tecnologia da sociedade não-indígena. São relógios, carros, computadores, telefones... Mas nem por isso deixamos de ser índios, pois temos a tradição", avalia Cipassé Xavante, cacique da aldeia Wedera, na terra indígena Pimentel Barbosa, em Mato Grosso.
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Cipassé trabalha para mudar essa percepção. "Trabalhamos com crianças e professores em escolas da região e damos palestras para estudantes universitários. A educação deve informar e o povo brasileiro não sabe, não tem informação. Esse é um exemplo de troca".
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O que é ser índio?
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A Organização das Nações Unidas (ONU) define como indígenas aqueles povos nativos que não se amalgamaram nos processos civilizatórios. Essa definição, no entanto, é insuficiente, embora sirva de base para discussões em âmbito internacional - caso da Declaração Universal dos Povos Indígenas, aprovada em 2007 por 143 países, incluindo Brasil, e que agora conta com a posição favorável da Austrália, até então opositora do texto, juntamente com Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia.
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No Brasil, índio é aquele que preservou um sentido de comunidade e de lealdade a um passado mítico, "que não é necessariamente um passado histórico", afirma Mércio Gomes, antropólogo e ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), onde ficou de 2003 a 2007.
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"Nos EUA, é índio quem tem 1/124 de sangue indígena. Na Bolívia, essa questão é um pouco semelhante ao Brasil, e ser identificado como índio depende de especificações e preservações de características comunitárias", explica. Para Mércio, o modo de ser dos povos brasileiros está extremamente conectado com a relação que estabelecem com a terra.
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A líder indígena e socióloga Azelene Kaingang, do Paraná, concorda e questiona a visão que não-indígenas têm do território. "A sociedade em geral pensa na terra com a visão do valor monetário: quanto vale a terra para compra e venda? Para os povos indígenas, a terra é a referência de identidade".
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Formada pela PUC do Paraná e funcionária da Funai em Brasília, sempre que pode vai à aldeia e pretende, em breve, voltar para ficar de vez. Ao definir o índio no Brasil hoje, dá a seguinte declaração: "Ser índio no Brasil é se sentir pequeno, se sentir diminuído frente aos direitos dos cidadãos brasileiros. Somos sujeitos de juízo e de pensamento. Isso é história, não é passado. Estamos sofrendo um processo de recolonização." Azelene refere-se ao julgamento da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol no Supremo Tribunal Federal (STF), em 19 de março desse ano, que culminou na determinação de 20 condicionantes para novos processos de regularização fundiária.
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Uma vida plena de sentidos
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Betty Mindlin lembra da história de Pedro Agamenon Arara, em Rondônia, que passou mais de 30 anos sem saber que era índio. Ameaçada, a mãe de Pedro fugiu da aldeia quando ele ainda era pequeno e nunca ensinou a língua e os costumes. A antropóloga conta que ele redescobriu as raízes e hoje é um dos líderes de seu povo. Histórias como essa repetem-se por todo o Brasil. "Não há caminho curto para o fim da injustiça social. Mas esses princípios devem estar na educação das crianças, na escola. A história de Pedro é a história do povo brasileiro", fala Betty, que entende a decisão do STF como um retrocesso.
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"Não vejo porque é tão difícil para a sociedade entender os povos indígenas. É como a poesia de Cecilia Meireles: Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda..."
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Curiosidades
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Muitos índios têm um nome "branco" e um indígena. O sobrenome, muitas vezes, identifica a etnia a qual pertencem. Assim, Azelene é da etnia Kaingang, do Paraná, e Cipassé, Xavante de Mato Grosso.
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Mesmo que pareça estranho, uma convenção da Associação Brasileira de Antropologia estabelece que não se faz uso de plural para nomes de etnias. Portanto, falamos em "os Suruí".
Segundo dados oficiais da ONU, são cerca de duas mil etnias e 370 milhões pessoas que se consideram indígenas no mundo.
Atualmente, as terras indígenas compõe cerca de 13% do território nacional.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/07042009/48/saude-indio-dias.html

TERRAS INDÍGENAS, MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA

Prever o futuro é exercício para a força espiritual e a sabedoria dos pajés.

Mas o impacto das alterações no meio ambiente que o homem produziu ao longo dos últimos cem anos é sentido por todos, sendo uma das mais dramáticas a mudança do clima global. Um futuro pouco promissor parece chegar rápido, se nada for feito. O Brasil, por sua dimensão territorial e populacional, pela grandiosidade de seus recursos naturais e por seu desenvolvimento econômico, pode seguir dois caminhos distintos em relação às questões ambientais. Permitir atividades degradantes, sem a necessária preocupação com o meio ambiente, ou colocar-se como país modelo de uma nova relação do homem com a natureza. Num cenário de mudanças climáticas, não se pode desconsiderar a importância ambiental das terras indígenas. Além de garantirem a vida e a cultura dos povos que nelas habitam, essas áreas se aliam às unidades de conservação como mantenedoras da biodiversidade. São importantes para a conservação de vegetação nativa e nascentes das bacias hidrográfcas, e fundamentais para a garantia do equilíbrio do meio ambiente.
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A sabedoria dos índios em recriar seus ambientes, alterando-os sem, no entanto, deixar de preservar suas características principais, é conseqüência de serem as terras indígenas o local de manutenção de suas culturas e a base material de sua vida. Essa capacidade de relacionar o meio ambiente com a continuidade da cultura, da vida serve de lição para um mundo que imagina o crescimento da produção como único fator para a perpetuidade do ser humano.

*Luiz Fernando Villares
Na íntegra, acesse o link abaixo:
fonte:
http://www.funai.gov.br/ultimas/Brasil%20Indigena/Brasil%20Ind%EDgena%205%5B1%5D.pdf
AFINAL, O QUE É SER ÍNDIO?
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Identidade Indígena:


O imaginário nacional ainda está permeado por um modelo único e cristalizado do que é ser “índio”. Para a maioria dos brasileiros, ser indígena ainda signifca possuir imagem semelhante àquela que as fontes históricas registraram há aproximadamente 500 anos. Essa imagem de índio – corpo nu, cabelo liso e preto, habitante das matas, falante de língua exótica – recai como forte cobrança para os povos indígenas contemporâneos. Quem não se encaixa comodamente nesse estereótipo facilmente sofre a suspeição: mas ele ainda é índio? É índio de verdade? Curioso, se pensarmos que à nossa própria condição não aplicamos a mesma lógica. Não questionamos ou temos nossa “identidade” cultural colocada sob suspeita simplesmente porque não possuímos imagem similar à dos nossos antepassados. Ao olharmos os retratos dos nossos avós ou bisavós, estranhamos os trajes, utensílios domésticos, transportes, mas não deixamos de reconhecer nessas imagens algo que faz parte de nós. As diferenças não anulam o sentimento da pertença, justamente porque o que constitui a identifcação e a construção da vida coletiva vai além do que é aparente.
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Em 1997, durante a Semana dos Povos Indígenas, em Minas Gerais, tive a oportunidade de ouvir o indígena boliviano Carlos Intimpampa falar a respeito da resistência que as sociedades não-índias possuem em (re)conhecer os povos indígenas contemporâneos. Mediante o violento processo colonizador, os europeus disseram que os hábitos e crenças dos povos que aqui encontraram não eram “aceitáveis” e que era necessário que os indígenas falassem o seu idioma, rezassem para o seu Deus, comessem o seu tipo de comida, usassem o seu tipo de roupa. Os casamentos interétnicos foram estimulados como política de dominação, integração e assimilação. Após cinco séculos de imposição, indígenas possuem cabelos crespos ou loiros, usam camisetas, falam português, comem alimentos industrializados, usam celulares. No entanto, não é mais isso que se deseja dos povos indígenas. Deseja-se que eles retornem àquele modelo e àquela imagem de cinco séculos atrás.
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Carlos Intimpampa então questionou: “O que vocês querem, afnal?!”
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Segundo ele, historicamente cobra-se dos povos indígenas que eles sejam exatamente diferentes do que são, porque é assim que se estabelece e se mantém uma relação de dominação: nega-se o sujeito. Para ele, enquanto os povos indígenas não conseguirem garantir o (estranho) direito de serem o que são, a relação de submissão historicamente existente difcilmente será superada. O Brasil presenciou, nas últimas décadas, a proliferação de identidades indígenas. Povos que não eram reconhecidos como tal ou que foram considerados extintos pela historiografa ofcial anunciaram sua origem e reivindicaram direitos. A reação da sociedade – e aí o Estado possui papel de destaque – foi de suspeição e descrédito em relação a essas coletividades. Muitas vezes, tratados como “falsos índios” em busca de acesso a direitos especiais, eles sofreram discriminação e percorreram longa trajetória para se fazerem ouvidos. Estabeleceram uma relação singular com sua origem. E é com base nessa relação que esses povos têm elaborado sua razão de ser. Em função de uma origem pensada como comum e pré-colombiana, uma história compartilhada – marcada pelo processo de submissão e espoliação –, esses povos reivindicam destino comum e distintivo do restante da sociedade nacional, e possuem um forte senso de originalidade e solidariedade coletivas.
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Segundo o antropólogo João Pacheco de Oliveira, identifcar-se como indígena, nos dias de hoje, não pode ser entendido como simplesmente a busca por copiar modelos ou padrões que existiram no passado. Identifcar-se como indígena é algo muito mais profundo do que “resgatar” um antigo modo de ser, como se o tempo e a História não tivessem imprimido suas marcas. Identifcar-se como indígena supõe utopia, modo de ser e de encarar o futuro com base no passado, nessa origem pensada como comum e anterior ao período do contato. Ser indígena vai muito além de uma imagem. Muitos são os povos que lutam por poderem ser como são e ainda assim serem reconhecidos como indígenas pela sociedade.
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Se o nosso desejo é de fato romper com séculos de dominação e colonização na História brasileira, faz-se urgente ouvir esses legítimos sujeitos históricos, para nos despir de nossos (pré)conceitos e assim compreendermos quem são os povos indígenas no Brasil nesse limiar de século.
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* Vanessa Caldeira é mestranda em Ciências Sociais da PUC–SP.

quarta-feira, abril 22, 2009


RAPÉ: "UMA BREVE HISTÓRIA"
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Rapé é uma palavra de origem francesa que significa: ralar, raspar (râper). Até o início do século XX, no Brasil, ainda era comum tal hábito. Atualmente ainda vemos muitas pessoas fazendo uso do rapé, inclusive algumas comunidades no Orkut (site de relacionamentos) testemunham tal informação, mas sua utilização já é bem menos usual que antes.

Eu mesmo, que possuo heranças portuguesas em minha árvore genealógica, ainda possuo uma caixa de rapé que fora confeccionada em prata e utilizada por meu bisavô.
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Vendidos em tabacaria ou confeccionados por algumas pessoas de forma artesanal, eram elaborados exclusivamente com folha de tabaco já raladas, ou ainda, pedaços da folha do fumo enroladas e prensadas para que o possuidor pudesse ralar na hora em que fosse utilizá-lo, pois assim mantinha-se potencializado seu aroma característico.
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A maior finalidade da utiização do rapé, principalmente pelos portugueses, era a produção sucessiva de espirros, pois o fato de provocar as mucosas nasais para produção dos mesmos, era a de gerar uma grande sensação de prazer, além de ser considerado um ato de grande fineza e elegância, na época. Muitos já andavam com sua caixinha de rapé e lenço no bolso.
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A inalação de produtos vegetais já era utilizada pelos índios, principalmente os sul-americanos (Yopo, Paricá, etc), para produzir cura, equilíbrio e expansão de consciência, bem como, até os dias de hoje, várias tribos ainda mantém esta tradição (Kaxinawá, Tupari, Arara, Yanomani, etc.), de maneira mais ritualística, como "expansores de consciência", psicoativos ou enteógenos (Deus-dentro) com o intuito de se comuncarem com os Espíritos-Ancestrais, Encantados (relacionados aos vegetais, animais ou elementais propriamente dito), Auxiliares de Cura ou Aliados-Guia, enfim, todas as formas e elementos de comunicação interna e externa com o "mundo dos sonhos, dos espíritos ou encantados" afim de obterem a cura ou solução para o problema do familiar, parente, tribo, enfermo ou cliente.
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Também já foi encontrado pimenta-do-reino nas narinas e abdome de Ramsés II, no Egito, bem como, em sua mumificação junto com outros bálsamos e gomas tais como mirra, olíbano e canela, segundo Manniche em seu livro "Egyptain Herbal".

Como podemos observar a utilização dos compostos vegetais, entre eles o rapé, já é algo muito antigo e cada tradição e cultura fazem uso de substâncias naturais diferenciadas e com objetivos distintos. A folha de tabaco sempre foi utilizada pelos índios-Xamãs-Pajés para cura, auto-conhecimento e conexão espiritual, pois os mesmos sabiam utilizá-la em sua forma natural para alcançar tais objetivos conscientemente.
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A Gavião-Real por todas as razões já expostas acima encontrou uma maneira de resgatar tais conhecimentos tradicionais a cerca da utilização dos vegetais/ervas com o intuito de elevar a saúde, equilíbrio e bem-estar, conjugando Ciência Tradicional vigente (Fitoterapia, Aromaterapia, Fitoquímica, Farmacologia, Etnobotânica, etc.) e Tradição Ancestral Indígena (Ciência Natural), para o bem coletivo.
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POT-POURRI FITOAROMÁTICO



Pot-pourri é uma palavra também de origem francesa que objetivamente significa "mistura", ou seja, o Rapé 7 Ervas (Txamihakabu Dxãdxê Meãdxú)* na verdade é uma mistura de vários compostos vegetais (ervas, raízes, sementes, entrecascas, etc.) em diferentes proporções que tem por finalidade primeira, auxiliar o restabelecimento da saúde olfativa e das vias aéreas, de maneira que se possa aliviar ou restabelecer a saúde, harmonia e bem-estar respiratório e olfativo gerados por problemas e desequilíbrios desta tão importante função orgânica que tanto compromete a saúde física, mental e emocional. Por experiência própria, há mais de dez anos, eu era possuidor de uma rinite alérgica e sinusite crônicas e após despertar a "atenção intuitiva" para essa necessidade não só minha, mas de muitos, até mesmo milhares de pessoas, passei então a estudar mais profundamente os produtos naturais de origem vegetal que pudessem servir como um grande auxiliar de cura para tais problemas. Não só eu, amigos e familiares temos tido resultados surpreendentes, mas várias pessoas que dele fazem uso estão tendo melhoras significativas.
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Como já abordado acima, essa valiosa “mistura” ou Pout-pourri herbário conta com a presença de ervas com princípios Fitoterápicos. A Fitoterapia (Fito=planta e terapia=tratamento) vem a ser um ramo da Ciência ou Medicina Alternativa que estuda os princípios ativos dos vegetais, oriundos dos conhecimentos de antigas tradições, principalmente as indígenas-xamânicas, e que hoje contamos com os estudos Etnobotânicos, Farmacológicos e (Fito)Químicos amparados por lei e cujo órgão regulador ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) detém o controle de qualidade sobre os mesmos, ainda que possua uma fiscalização insuficiente. A busca de tais conhecimentos, sobretudo, sua utilização é tão antiga quanto o homem, pois, desde os hominídeos já surgia tal prática, bem como, em todas as civilizações no mundo, principalmente entre os aborígenes, nativos ou autóctones, pessoas que tinham sua cultura, religião e subsistência voltadas para terra-Mãe. Aqui em solo brasileiro, contamos com tamanho conhecimento e herança ancestral indígena, associados posteriormente a outros conhecimentos agregados proveniente primeiramente da miscigenação cultural e racial em nosso território pelos brancos-europeus e os negros-africanos. Hoje, os estudos fitoterápicos é um fato mundial e cada vez mais as pessoas vêm se voltando, se "reconectando" ou retomando o olhar, bem como, sua relação interna e externa com a natureza como forma de reencontrar saúde, equilíbrio, cura, beleza, paz, bem-estar, etc.
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As ervas de fato nos ajudam em muitos males, sejam eles de ordem física, mental, emocional e até espiritual. Os aromas também são imprescindíveis. É através da Aromaterapia que venho complementando esses conhecimentos e adicionando-os ao Rapé, pois a mesma, é um seguimento que nasce da Fitoterapia e que muito vem se desenvolvendo e se aprimorando. Os egípcios eram extremamente conhecedores desta arte, pois os óleos essenciais (OE ou OEP) são extratos líquidos potencializados de uma erva ou substância, pois o mesmo contém o princípio ativo concentrado de um vegetal ou parte dele.
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RAPÉ 7 ERVAS: “UM POTENTE AJUDANTE OU AUXILIAR DE CURA”
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O conceito de ervas no Xamanismo é que, as mesmas, são nossas “ajudantes ou auxiliares de cura”, bem como, os animais, nossos “aliados-guia”, pois as mesmas possuem sua força, energia, medicina e potencialidade de cura, nos servindo de alimento para o corpo e espírito. Para os nativos, cada ser vivo contém seu espírito-alma, sua contraparte etérea, espiritual e cada espírito contém sua medicina, sabedoria, força e Poder Divino.
No início da criação “a Natureza falava de Deus”, pois Ela ensinava aos homens sua história, origem e a aprendermos a viver em equilíbrio e harmonia (e até hoje “falam”). Seu surgimento no planeta se estabeleceu bem primeiro que as primeiras espécies humanas. Quando a raça humana assim surgiu em nosso Planeta, a Natureza humildemente já estava posta a lhe servir em seu banquete e riquezas naturais, fazendo uma alusão a nossa própria mãe carnal que nos antecede servindo-nos como veículo gerador e alimentador de nossa vida e sobrevivência na Terra, porém, deveríamos conscientemente honrá-la, amá-la e preservá-la.
Ela, a Mãe-Natureza, nos fala de conhecimentos antigos, nos reconecta à nossa essência mais profunda, que é "Estar em Deus", pois tudo é emanação do Grande Criador, portanto, “são todos nossos parentes e irmãos”, mas nem por isso estão distantes assim de nós, ao contrário, por serem "instinto natural", estão na sua forma mais pura dentro do nível em que se encontram e por isso mais próximo de sua natureza, sua Fonte Divina. São grandes auxiliares da humanidade, para que possamos caminhar em beleza, paz, equilíbrio e saúde na Terra.
Reiterando este princípio, a Gavião-Real entende que o Rapé 7 Ervas é potencialmente um grande auxiliar em certos casos de debilidade psicofísica e psicossomática (somatização de problemas emocionais).

Prevalecendo sempre pelo bom senso e rigor às leis, aos sistemas ortodoxos de cura, não recomendamos sua utilização em substituição ao método tradicional de nossa Medicina, portanto, sua utilização contra-indicamos a menores de 18 anos, gestantes, lactantes (mulheres em fase de amamentação), portadores de debilidades cardiovasculares, pressão alta, pessoas que possuam quadros de epilepsia ou algum distúrbio neuro-psíquico. Ainda que seja um produto de origem natural, sabemos que podem existir reações adversas em pessoas possuidoras de maior sensibilidade que a comum.

A Gavião-Real trabalha de forma muito criteriosa na manipulação deste grande composto vegetal com dosagens diferenciadas para cada componente nele presente. O refino das ervas se dá em alto valor, tornando-se um pó vegetal extremamente refinado, sem cascalhos maiores que possam causar incômodo ou desconforto nasal, com uma capacidade de atingir profundamente o objetivo visado.
Os óleos essenciais são praticamente extraídos das ervas diretamente para o seu organismo, através de laboratórios químico-farmacêuticos especializados em manipulação de produtos vegetais. Portanto, nossos óleos não são os mesmos encontrados em casas de produtos naturais nem tampouco em lojas comerciais que vendem as tão conhecidas essências ou aromas para diversas finalidades tais como confecção de perfumes e sais de banho, por exemplo, pois essas mesmas essências já estão manipuladas, diluídas e automaticamente fixadas em outras substâncias-base, normalmente de origem mineral. O que temos nesse caso, é mais o aroma, perfume/fragância e não o produto original em sua forma pura que devem vir sobre o selo OE ou OEP, Óleo Essencial ou Óleo Essencial Puro (ambos têm a mesma conotação) e que são utilizados pelos aromaterapeutas profissionais e pela Gavião-Real, com a finalidade de obterem seus princípios terapêuticos e fitoquímicos no auxílio à saúde e bem-estar humanos, não obstante, esta composição também contém, dentre outros, um óleo natural que é a seiva, "o choro encantado da árvore", uma resina muito sagrada para os índios do Brasil e EUA, muito utilizada para esta finalidade curativa.

A Gavião-Real se reserva ao direito de não expor aqui todos os componentes vegetais e percentuais utilizados em sua fórmula, no intuito de preservar o seu direito de criação e qualidade do produto, evitando assim "os piratas" que tem por finalidade primeira a obtenção indiscriminada do lucro, esquecendo-se de sua qualidade, outros ainda, geram na maioria das vezes medidas paliativas visando a obtenção indiscriminada do enriquecimento e não a saúde e bem-estar humanos, tornando-nos escravizados pelos mesmos.

Vejamos logo abaixo as debilidades, desarmonias ou disfunções orgânicas que o Rapé 7 Ervas nos serve como grande auxiliar, não só pelos seus princípios fitoterápicos e aromaterápicos, mas pelas diversas experiências pessoais que tantos já obtiveram.
O Rapé 7 Ervas ou Pout-pourri Fitoaromático auxilia-nos em geral em alguns casos que envolvam problemas do trato respiratório e subseqüentemente em outros diversos. Mas, em primeira instância, o Rapé é bastante eficaz e grande auxilar no combate a problemas de sinusite, rinite e como expectorante pulmonar (secreção/catarro), entre outros, tais como: inflamação de garganta; resfriados; gripes; sinusites; congestão nasal; rinites; age como expectorante (catarros crônicos); aquece, estimula e tonifica o organismo; energizante; em alguns casos, um auxiliar diurético; bom para estados depressivos e apatia; ajuda a melhorar o estresse físico e a exaustão mental; pode melhorar a auto-estima, coragem e autoconfiança; em alguns casos pode melhorar insônia, em outros, pode provocar a diminuição das horas dormidas; ajuda a transformar as “energias intrusas negativas” em potenciais criativos, força e vontade consciente; ajuda a afastar negatividade e a revitalizar a aura; ajuda a desfazer e eliminar gases estomacais e intestinais (flatulência); auxilia na digestão; ajuda a acelerar o metabolismo orgânico; ajuda nos casos de anorexia (doença gerada pela falta de apetite que já matou vários); ajuda a regularizar funções intestinais; suave afrodisíaco; ajuda como um antiséptico natural; ajuda o sistema linfático; pode melhorar enjôos e vômitos; poderá auxiliá-lo em problemas urinários e renais; quase um desinfetante natural; ajuda a transformar tristezas e mágoas em dinamismo e otimismo; ajuda nos casos de retenção de líquido; melhora mau hálito gerados por rinite e sinusite; pode auxiliar nos casos de roncos noturnos; ajuda a melhorar funções digestivas e excretoras; auxilia em casos de frigidez e impotência; ajuda a estimular a mente e a memória; ajuda ao bom funcionamento dos nervos e cérebro; muito bom para fumantes (tabagismo) pois ajuda a limpar os pulmões ao eliminar placas de catarro já há muito retidas nos brônquios pulmonares.
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Envie-nos sua opinião e experiência pessoal. É de suma importância a participação de todos que fazem uso deste composto, não só para a devida atenção a algum caso específico, mas também com o intuito de reafirmar a atuação auxiliadora do Rapé nos casos descritos acima, sobretudo, nos casos em que ainda não catalogamos sua atuação enquanto um agente beneficente e "auxiliar reconstituidor", como os já descritos acima.
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MODO DE USAR

O uso recomendado, para que se possa obter uma melhoria e fortalecimento das funções indicadas, em geral, é de 1 vez ao dia, no período de 21 (vinte e um) dias corridos, com intervalo de 7 (sete) dias seguidos, ou seja, retornar no vigésimo nono dia, respeitando sempre a parada de sete dias corridos após uso contínuo dos vinte e um, pois dessa maneira evitaremos a adaptação do organismo ante o princípio ativo do produto, tornado-o pouco eficiente. Seu uso também poderá ser intercalado (dia sim, outro não), a critério pessoal ou conforme necessidade do momento. Nos casos crônicos ou de intensa crise que requerem uma urgência e tratamento intensivo da debilidade, recomenda-se o uso de 2 a 3 vezes ao dia. Porém nesse caso, não fazer uso em tempo maior que sete dias, já que uma vez ao dia já será o suficiente para que a pessoa obtenha todos os benefícios do produto. Indicado na parte da manhã, após o desjejum (café da manhã) ou para quem preferir, antes de deitar-se para dormir, pois, é de suma importância a verificação do efeito do produto, se o mesmo lhe proporcionar mais energia e vitalidade (Yang) ou se lhe proporciona mais relaxamento e tranqüilidade (Yin). A sua dosagem inalada é ínfima para cada narina. Apenas uma pequena pitada já será suficiente. A quantidade também varia de acordo com a capacidade de suportar os seus primeiros e imediatos efeitos.

DOS EFEITOS

Na verdade, cada organismo é um universo e natureza distinta que tende a reagir de forma particularizada, mas temos percebido um padrão que normalmente se segue a todos. Sendo assim, vejamos: leve sensação de tonteira nos primeiros segundos ou até minutos, nos primeiros dias da aplicação; suave ardência e sensação de frescor nas narinas proveniente do princípio ativo e finalidade do produto; poderá produzir alguns espirros, nos primeiros segundos logo após a inalação, mas em poucos dias de uso essa sensação provavelmente desaparecerá; necessidade de logo após o uso, assoar o nariz e colocar toda secreção e catarros para fora (é bom mesmo que o faça); caso haja a incidência da ingestão do produto no momento da utilização, não se preocupe, não haverá nenhum problema, somente o paladar que poderá não agradar muito.
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RECOMENDAÇÕES

Como já explicitamente citado acima, o Rapé 7 Ervas não se propõe a ser um medicamento e nem substituto dos mesmos. A utilização de produtos naturais é de uso e responsabilidade exclusiva de quem aprecia esta forma de auxílio à saúde humana. Temos a responsabilidade e preocupação de contra-indicar o uso do produto em menores de 18 anos, gestantes e lactantes, pessoas que sofrem com problemas cardiovasculares, pressão alta, bem como, pessoas com quadros em que apresente epilepsia ou qualquer outro que comprometa as funções neuropsíquicas.
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SOMENTE A QUEM DESEJAR: pouco tempo após o fechamento da fórmula (pot pourri) recebi intuitivamente uma consagração no momento em que fui utilizar o rapé e que até hoje sempre a utilizo antes de aspirar o produto. Recomendo e deixo aqui para somente aqueles que desejam utilizá-lo não só pelas suas propriedades terapêuticas por assim dizer, mas também aqueles que queiram potencializar com vibrações positivas pessoais e ou do Universo. Eis a imantação: "Pela chama Divina que habita em meu ser e com a luz destas ervas sagradas, minha autocura é despertada."

*na língua Patxôhã da etnia indígena Pataxó - BA - Brasil.

Ahow... Boa caminhada a todos!Saudações Xamânicas!

Hugo Acauã
Comunidade do Rapé 7 Ervas no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=43329736